No terceiro dia de viagem pelos municípios do Alto Solimões, a pré-candidata ao governo Professora Maria do Carmo (PL) esteve na quinta-feira, 21/1, nos municípios de São Paulo de Olivença e Santo Antônio do Içá. A região abriga uma das maiores concentrações indígenas do Brasil.
Além de agendas políticas junto a lideranças das sedes dos municípios, a pré-candidata também foi convidada a apresentar sua trajetória e propostas para mudar o Amazonas na comunidade indígena de Betânia, que reúne cerca de cinco mil moradores da etnia Tikuna.
“Temos um projeto muito bonito para o interior do Amazonas e para as comunidades indígenas. Somos um Estado repleto de riquezas e potencialidades, mas nosso povo vive na miséria. Sem infraestrutura, saneamento, sem oportunidade de ensino superior e assistência à saúde digna. Isso é uma vergonha”, afirmou a Professora Maria do Carmo.
Já em elaboração, o futuro plano de governo da pré-candidata será dividido em duas partes: uma para Manaus e outra para o interior, que também será dividido em macro-regiões, com projetos de desenvolvimento específicos para cada potencialidade.
“Há gargalos comuns em todas as cidades em que passamos, como a segurança e a falta de incentivo aos produtores rurais. E isso será prioridade. Mas, temos questões específicas de cada localidade, que estão sendo mapeadas e serão tratadas como devem. Nosso olhar será profundo para cada canto do nosso Amazonas”, explicou Maria do Carmo.
’A vida não muda’
Seu Henrique Salvador, de 79 anos, viu o nascimento da comunidade de Betânia, de 64 anos. Ele contou que chegou ao local como roçador, trabalhando para um americano. “De lá pra cá, mudou um ‘bocadinho’. Não mudou muito”, disse.
Para ele, uma mulher de garra pode fazer a diferença nesse cenário. “A mulher sabe como trabalhar, como cuidar das coisas. O Amazonas precisa de uma mulher para cuidar do povo, tanto branco quanto Tikuna”.