A Prefeitura de Humaitá decretou situação de emergência em razão dos impactos da seca no rio Madeira. A medida consta no Decreto Municipal nº 112/2026, publicado na terça-feira (18).
O decreto considera as dificuldades provocadas pela redução do nível do rio na prestação de serviços públicos essenciais, especialmente nas comunidades rurais e ribeirinhas que dependem do transporte fluvial.
Rio Madeira baixou 60 centímetros em quatro dias
Segundo o boletim de monitoramento divulgado na quarta-feira (19), o rio Madeira atingiu a cota de 12,49 metros em Humaitá.
O nível apresentou redução de 60 centímetros nos quatro dias anteriores, indicando uma aceleração do processo de vazante.
Apesar da descida, o boletim do Serviço Geológico do Brasil aponta que a estação de Humaitá ainda permanece dentro da faixa de normalidade para esta época do ano. A preocupação do município está concentrada na velocidade da redução e nos impactos logísticos.
Comunidades podem enfrentar dificuldades de abastecimento
A baixa do rio prejudica a circulação de embarcações responsáveis pelo transporte de moradores, pacientes, equipes de saúde, alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais.
Em áreas sem acesso regular por estrada, a navegação é a principal alternativa para manter o abastecimento e os serviços públicos.
Caso determinadas rotas fluviais se tornem inviáveis, a administração municipal avalia a necessidade de utilizar transporte aéreo para alcançar as localidades afetadas.
Decreto permite medidas administrativas excepcionais
Com a situação de emergência, a Prefeitura poderá adotar procedimentos administrativos excepcionais para reduzir os efeitos da estiagem e garantir a continuidade dos atendimentos.
A medida também permite ao município solicitar apoio e recursos dos governos estadual e federal.
A publicação do decreto, entretanto, não libera automaticamente verbas federais. O município deverá apresentar os documentos necessários e obter o reconhecimento da emergência pelos órgãos competentes.
Serviços de saúde exigem atenção
A seca pode dificultar o deslocamento de pacientes e profissionais, além do transporte de vacinas, medicamentos e equipamentos para comunidades mais afastadas.
Entre as providências possíveis estão a reorganização dos atendimentos, o reforço dos estoques e a criação de rotas alternativas para o transporte de insumos.
A Prefeitura deverá acompanhar diariamente o nível do rio Madeira e atualizar as medidas conforme o avanço da vazante.
Fonte: AM POST