Manaus amanheceu novamente encoberta por fumaça nesta quinta-feira (24), com concentrações elevadas de partículas finas em diferentes regiões da cidade. Diante do problema, o prefeito Renato Junior (Avante) atribuiu a situação à falta de políticas públicas de combate às queimadas no interior do Amazonas, enquanto o governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade (União Progressista), relacionou parte da fumaça a queimadas criminosas e afirmou que buscará apoio do Governo Federal.
Estações de monitoramento da plataforma PurpleAir registraram, durante a manhã, concentração de partículas finas (PM2,5) de 222 µg/m³ no Tarumã, 166 µg/m³ no Coroado, 156 µg/m³ na região da Chapada e 138 µg/m³ em Flores. Outros pontos da capital também apresentaram níveis elevados.
Os valores estão acima do limite usado como referência para a faixa de qualidade do ar considerada “péssima” para PM2,5, que corresponde a partículas muito pequenas que podem penetrar profundamente no sistema respiratório. Com a permanência da fumaça, a recomendação é reduzir a exposição e evitar atividades físicas ao ar livre nos períodos de maior concentração.
A piora na qualidade do ar já havia levado Renato Junior a reunir, na quarta-feira (23), o Comitê de Crise Climática da Prefeitura de Manaus. Durante a reunião, o prefeito afirmou que a maior parte dos focos de queimadas registrados no Amazonas está fora da capital.
Segundo Renato Junior, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontaram 757 focos de queimadas no Amazonas nas 24 horas anteriores, enquanto Manaus registrou dois.