A piora da qualidade do ar em Manaus levou universidades públicas a adotarem medidas nesta quarta-feira (23). A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) autorizou atividades acadêmicas e administrativas remotas nas unidades da capital, enquanto a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) informou que vai avaliar medidas para proteger a comunidade acadêmica e decidir sobre a manutenção das atividades presenciais.
A decisão da Ufam foi tomada após parecer técnico do Centro de Ciências do Ambiente (CCA/Ufam), que apontou níveis elevados de material particulado fino (MP2,5) associados às queimadas e ao transporte de fumaça para Manaus. Segundo a universidade, também foram considerados episódios recorrentes de piora da qualidade do ar, além do calor intenso e da baixa umidade.
A autorização vale apenas para atividades que podem ser realizadas de forma remota. Serviços essenciais e atividades que exigem a presença física de servidores, estudantes ou colaboradores continuam funcionando presencialmente.
A universidade classificou a medida como preventiva e excepcional e recomendou que a comunidade acadêmica evite exposição prolongada à fumaça, mantenha-se hidratada e utilize proteção respiratória quando precisar permanecer ao ar livre. Pessoas com falta de ar, chiado ou dor no peito devem procurar atendimento de saúde.
Já a UEA informou que acompanha a situação e vai reunir, nesta quarta-feira, o Comitê de Mudanças Climáticas e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). O encontro vai avaliar o cenário e discutir medidas relacionadas à proteção de estudantes, professores, técnicos e colaboradores, além da manutenção das aulas e demais atividades presenciais.