APREENSÕES REVELAM QUE CRIAÇÃO ILEGAL DE PÁSSAROS SEGUE COMUM NO AMAZONAS

O Amazonas registrou 194 ocorrências de apreensão de animais silvestres apenas nos três primeiros meses de 2026, segundo dados consolidados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). O balanço, que compreende o período de 1º de janeiro a 30 de março, revela que a criação ilegal de aves ainda é a prática criminosa mais comum no estado, representando a maioria dos casos atendidos pela fiscalização.

Entre as espécies resgatadas estão pássaros como o periquito-asa-branca, periquitão-maracanã e papagaios, além de répteis e mamíferos como jabutis, iguanas, jiboias, preguiças e cutias. A lista de apreensões do trimestre também inclui animais de maior complexidade de manejo, como jacarés e primatas, a exemplo do mico-de-cheiro. Segundo o órgão, a diversidade de espécies encontradas em cativeiros irregulares reforça o desafio de combater o tráfico de fauna na região.

O Ipaam alerta que manter esses animais sem autorização legal é crime e compromete a biodiversidade local. Todos os animais resgatados passam por triagem e, quando possível, são reabilitados para retornar à natureza. As autoridades reforçam a importância das denúncias para frear o comércio ilegal e garantir a proteção das espécies nativas da Amazônia.

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