GUATEMALA ENCERRA ESTADO DE SÍTIO E PREPARA NOVA OPERAÇÃO DE SEGURANÇA

A Guatemala encerrou nesta segunda-feira (16) o estado de sítio declarado há um mês após vários ataques armados da gangue Barrio 18 que deixaram 11 policiais mortos, e se prepara para um novo reforço de segurança na capital.

O presidente Bernardo Arévalo determinou a medida, que permitia prisões sem mandado judicial, diante da violência desencadeada por essa gangue, declarada “organização terrorista” pela Guatemala e pelos Estados Unidos, quando as autoridades ocuparam três presídios que estavam sob seu controle.

Arévalo anunciou na noite de domingo que na terça-feira entrará em vigor o “estado de prevenção”, menos restritivo, mas com um destacamento de policiais e soldados na Cidade da Guatemala e em seus municípios vizinhos.

“Nosso governo continuará trabalhando para que possamos voltar a caminhar por nossas ruas e nossos bairros com mais tranquilidade”, afirmou o mandatário ao dar por concluído o estado de sítio.

Ao assegurar que a medida teve resultados “contundentes”, Arévalo afirmou que foram detidos 83 membros de gangues “de alta periculosidade”, as extorsões caíram 33% e os homicídios 49%, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo o presidente, durante os 30 dias de estado de sítio foi controlada a operação das gangues ao cortar “os sistemas de comunicação dentro das prisões” com o exterior.

A tutora educacional Mariela Raxón, de 40 anos, lamentou que na Guatemala sejam aplicadas medidas “frágeis disfarçadas de grandes decisões”, sem atacar pela “raiz” problemas como a pobreza, que faz parte da origem das gangues.

Sob o chamado Plano Sentinela, policiais e soldados realizarão patrulhas conjuntas na área metropolitana “com altos índices de extorsão e assaltos” e em municípios vizinhos, informou o Ministério da Defesa em um comunicado.

Há um mês, membros de gangues haviam feito reféns em três presídios para pressionar por melhores condições nas prisões ou por transferência para unidades de menor segurança.

Mas Arévalo também atribuiu a onda de violência a um suposto complô para desestabilizar seu governo, tramado por uma aliança entre políticos e criminosos.

*AFP

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