A estrutura de concreto, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer para o parque Encontro das Águas Rosa Almeida, passa por um grande avanço arquitetônico e estrutural nesta sexta-feira, 13/2, com a concretagem das vigas e lajes da oca, espaço multiuso em construção pela Prefeitura de Manaus. Desde 7h e até o fim do dia, entrando pela noite, será usado um volume estimado em 380 metros cúbicos de concreto, o equivalente a algo em torno de 50 a 60 caminhões betoneira de uma única vez.
O parque é a primeira obra de Niemeyer no Amazonas, unindo as curvas características do mestre da arquitetura brasileira à imponência do fenômeno que marca o encontro dos rios Negro e Solimões. O projeto promete transformar a área em um espaço de contemplação, cultura e valorização da paisagem amazônica. Um dos destaques da empreitada é sua complexidade de engenharia.
Chamada de “big laje”, esta é uma etapa grandiosa da obra em execução no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste da capital. Para o diretor de Planejamento do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), arquiteto e urbanista Pedro Paulo Cordeiro, a concretagem da laje da oca representa uma etapa importante para outros passos da empreitada, com a cúpula e as hastes que representam os rios. “A estrutura se comporta como um conjunto de elementos e esses conjuntos acabam possuindo um equilíbrio de forças, resultantes de cada elemento citado, como a laje, a cúpula e as hastes. É o marco deste parque, além da questão visual natural do próprio Encontro das Águas”, completou Cordeiro.
“A concreteira estará exclusivamente atendendo a obra, o dia todo. Temos uma empresa para fazer o controle tecnológico do concreto, in loco, com a equipe de laboratório. Tudo sincronizado entre as diversas frentes, de forma simultânea. E isso representa finalizar uma grande etapa da obra, para dar início a um novo desafio, que são a cúpula e suas hastes. As hastes, de 21 metros de altura, e a cúpula, com uns 7 metros de pé direito”, explicou o engenheiro da empreitada, Leandro Ladeira.
Parque
Com mais de 120 mil metros de área e mirante privilegiado para o encontro do rio Negro com o Solimões, o parque integra turismo, meio ambiente, lazer e arquitetura monumental. O parque reunirá espaço multiuso (oca), restaurante, quiosques, áreas verdes, espaços de contemplação, trilhas, acessibilidade plena e estruturas de convivência.
