O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM), em parceria com a Polícia Federal e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizou na quinta-feira (09/04) uma operação de fiscalização em distribuidoras de gás de cozinha no estado. A ação tem como principal objetivo combater possíveis irregularidades nos preços e garantir que os consumidores não sejam prejudicados por aumentos abusivos.
O Amazonas tem se destacado como uma das regiões mais impactadas pelo alto custo do gás de cozinha, fator que motivou a intensificação das ações de fiscalização. De acordo com o Procon-AM, o órgão tem recebido diversas denúncias de consumidores relatando suspeitas de práticas irregulares na comercialização do produto.

FOTO: Divulgação/Procon-AM.
Com base nessas informações, foi organizada uma força-tarefa para verificar a conduta dos estabelecimentos. Durante a operação, as equipes inspecionaram pontos de venda, analisando a precificação dos botijões, a qualidade do produto oferecido e o cumprimento das normas vigentes do setor.
A ação dá continuidade a uma série de fiscalizações. A primeira fase da operação foi realizada em 27 de março e teve como foco aumentos injustificados no preço de combustíveis, com o objetivo de combater reajustes indevidos em meio ao cenário internacional marcado pela guerra no Oriente Médio.


FOTOS: Divulgação/Procon-AM.
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa. Isso ocorre quando o fornecedor aumenta o valor de produtos ou serviços de forma injustificada, obtendo vantagem excessiva. O reajuste deve respeitar o equilíbrio e a boa-fé nas relações de consumo.
Segundo Jalil Fraxe, diretor-presidente do Procon-AM, a atuação do órgão é fundamental para proteger a população. “Nosso compromisso é garantir que o consumidor amazonense não seja prejudicado por práticas abusivas. Estamos intensificando as fiscalizações e atuando de forma firme para coibir aumentos injustificados, assegurando transparência e respeito ao cidadão”, afirmou.

FOTO: Divulgação/Procon-AM.
Entre os principais critérios observados para identificar possíveis abusos, destacam-se:
• Aumento sem justificativa técnica: quando não há elevação real nos custos da cadeia produtiva;
• Contexto de emergência ou calamidade: reajustes elevados em situações de necessidade para obter vantagem sobre o consumidor;
• Uso de métodos indevidos: práticas que violam o equilíbrio nas relações de consumo;
• Livre concorrência: essencial para garantir que reduções de custos sejam repassadas ao consumidor final, evitando margens de lucro desleais.
A iniciativa busca não apenas coibir práticas abusivas, mas também promover maior transparência no mercado e assegurar os direitos dos consumidores amazonenses. Caso sejam constatadas irregularidades, os responsáveis poderão sofrer sanções administrativas e outras penalidades previstas em lei.