Uma confraternização realizada em uma lancha nas proximidades da Praia da Ponta Negra, na zona Oeste de Manaus, terminou em pânico na noite dessa quinta-feira (02/06), após um homem efetuar diversos disparos de arma de fogo contra um casal. Para escapar do ataque, as vítimas pularam nas águas do Rio Negro, enquanto o suspeito fugiu navegando pelo rio. Apesar da violência do ataque, ninguém foi atingido pelos tiros.
Informações preliminares da 19ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), afirmam que a embarcação estava ancorada em frente à orla da Ponta Negra e reunia um grupo de pessoas quando uma discussão terminou em tentativa de homicídio. Durante o desentendimento, um homem, apontado como proprietário da lancha, sacou uma arma de fogo e efetuou pelo menos quatro disparos em direção ao casal, provocando correria entre os participantes da festa.
As primeiras apurações indicam que o principal alvo dos disparos seria a mulher. O homem que a acompanhava tentou protegê-la durante a ação, pulando no rio para ambos escapassem antes de serem atingidos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado por banhistas que presenciaram a cena, mas o casal não apresentava ferimentos, dispensando atendimento médico.
Buscas pelo suspeito
Após os disparos, o suposto dono da lancha deixou o local e fugiu pelo rio. Além de policiais da 19ª Cicom, a fuga mobilizou agentes do Batalhão de Policiamento Ambiental, da Guarda Municipal, da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), e do patrulhamento fluvial, que iniciaram buscas para localizar o suspeito.
As diligências começaram nas imediações da Ponta Negra e se estenderam para diversas marinas da capital. Em seguida, os policiais ampliaram a operação para outras estruturas às margens do Rio Negro, incluindo as marinas Tauá e Rio Negro, onde recolheram informações, ouviram testemunhas e acompanharam o casal sobrevivente na tentativa de esclarecer a dinâmica dos fatos.
Apesar da intensa mobilização das forças de segurança, o suspeito ainda não foi localizado. A principal hipótese é que ele tenha utilizado alguma comunidade ribeirinha ou outra marina da região para escapar da polícia.