OURO E R$ 800 MIL: DELEGADO E INVESTIGADOR DA PC-AM SÃO PRESOS

O delegado John Castilho e um investigador identificado como Diego Gabriel, lotados na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru, foram presos preventivamente na manhã desta quarta-feira (26/8), em Manaus, suspeitos de envolvimento no roubo de R$ 800 mil e 30 quilos de ouro, ocorrido em Boa Vista, Roraima. A participação dos dois policiais civis no esquema ainda não foi detalhada pelas autoridades.

Em nota, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) confirmou que acompanha a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), e informou que está colaborando com as investigações.

“A PC-AM reforça que não compactua com qualquer tipo de irregularidade ou desvio de conduta por parte de seus servidores. O caso também será encaminhado à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública para a devida apuração da conduta dos servidores”, informou a corporação.

Falsa ação policial motivou prisões

As prisões em Manaus representam um novo desdobramento da investigação conduzida em Roraima sobre uma falsa ação policial montada para roubar dinheiro e ouro durante uma negociação. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a suposta participação atribuída ao delegado e ao investigador amazonenses, nem houve informação sobre apreensão de materiais durante a ação.

O caso começou a ser investigado após o roubo registrado em 29 de março de 2026, na residência do influenciador Ivan Luiz Bastos Guimarães, conhecido como “Itz Ivan”, de 33 anos, no bairro Caçari, zona Leste de Boa Vista. Nas redes sociais, o influenciador acumulava cerca de 22,5 mil seguidores em plataformas como Instagram e Twitch, onde compartilhava principalmente conteúdos relacionados a jogos eletrônicos. Ele também já foi proprietário de uma academia em Boa Vista.

Segundo as investigações, Ivan atuava como intermediador em negociações de ouro, recebendo o minério de garimpeiros, buscando compradores e ficando com uma comissão pelas transações. No episódio investigado, porém, ele teria planejado uma emboscada para ficar tanto com a carga de ouro quanto com o dinheiro que seria entregue pelo comprador.

Para dar aparência de legalidade à ação, o grupo teria utilizado uma viatura oficial descaracterizada, armas, distintivos e roupas semelhantes às usadas por policiais civis. A investigação aponta ainda a participação de agentes do Amazonas e de policiais de Roraima na simulação da abordagem.

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