BANHEIROS QUEBRADOS EM VOO FORÇAM PASSAGEIROS A URINAR EM GARRAFAS

Passageiros de um voo de seis horas com destino à Austrália foram instruídos a utilizar garrafas plásticas para urinar após todos os banheiros da aeronave apresentarem defeitos. O caso, ocorrido na quinta-feira (28), foi noticiado pelo jornal The Australian.

Segundo o jornal, o problema começou antes mesmo da decolagem, quando o banheiro traseiro da aeronave, um Boeing 737 operado pela companhia Virgin Australia, já estava fora de serviço.

Apesar disso, o voo não foi atrasado ou cancelado devido à “limitada infraestrutura de manutenção” em Bali, na Indonésia, de onde o avião partiu com destino a Brisbane, de acordo com a companhia.

Durante o trajeto, no entanto, os dois banheiros restantes também pararam de funcionar, agravando a situação.

“Na metade do voo, todos os banheiros quebraram. Nas três horas restantes, a tripulação nos informou que precisaríamos fazer as necessidades em mamadeiras ou ‘em cima do que já estivesse no banheiro’”, relatou um passageiro ao The Australian.

A falta de banheiros funcionais gerou condições insalubres a bordo. Passageiros relataram que dejetos humanos, urina e papel higiênico transbordaram, espalhando um forte odor pela cabine.

Um passageiro identificado como Aaron, em entrevista ao canal de TV australiano ABC, disse que esperou mais de 40 minutos para acessar o único banheiro disponível inicialmente, na parte frontal do avião, antes que ele também quebrasse.

“Uma senhora idosa não conseguiu se segurar e se molhou. Foi humilhante e absolutamente chocante”, afirmou Aaron.

A Virgin Australia confirmou o incidente e emitiu um comunicado pedindo desculpas aos passageiros. “Pedimos sinceras desculpas aos nossos hóspedes e agradecemos à nossa tripulação por lidar com uma situação desafiadora a bordo”, informou a companhia.

A empresa prometeu oferecer créditos de voo aos afetados e disse que está entrando em contato diretamente com os passageiros para fornecer atualizações.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes (TWU) da Austrália classificou o episódio como “angustiante” e um “grave risco” à segurança de tripulantes e passageiros, segundo a imprensa local.

Fonte: R7

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