A defesa do rapper Oruam apresentou à Justiça um laudo médico indicando que o artista, de 25 anos, tem transtorno de ansiedade associado a depressão moderada e está em acompanhamento psiquiátrico. Segundo o relatório, o quadro afeta decisões, estabilidade emocional e resistência ao estresse, podendo ser agravado pela possibilidade de prisão; o especialista recomenda tratamento fora do sistema prisional. O cantor é réu por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis e também responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.
O julgamento, que ocorreria no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, foi adiado para 30 de março após a ausência de uma das vítimas, o delegado responsável pela investigação. O caso teve origem em operação policial realizada em julho do ano passado no bairro do Joá, quando houve tumulto e apedrejamento de viatura, permitindo a fuga de um adolescente investigado.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, a tornozeleira eletrônica do artista está desligada desde 1º de fevereiro, com registros de várias violações por falta de carregamento. Diante do descumprimento das medidas cautelares, o Superior Tribunal de Justiça revogou o habeas corpus e determinou o restabelecimento da prisão, destacando períodos prolongados sem monitoramento.
*FONTE: PORTAL TUCUMÃ