EMENDAS DE PLÍNIO VALÉRIO IGNORAM A ZONA FRANCA DE MANAUS

Notícias de Política  – De acordo com um levantamento divulgado nesta terça-feira (21), o senador Plínio Valério (PSDB) não destinou emendas parlamentares para projetos diretamente ligados ao fortalecimento da Zona Franca de Manaus (ZFM) durante seu primeiro mandato no Senado Federal. Segundo o material, embora a legislação impeça o repasse direto de recursos para empresas privadas instaladas no Polo Industrial de Manaus, haveria possibilidade de destinar verbas para áreas estratégicas que reforçam a competitividade do modelo.

Entre elas estão investimentos em ciência, tecnologia, infraestrutura viária, logística e modernização portuária.

Em quais áreas os recursos poderiam ser aplicados
Especialistas apontam que parlamentares podem utilizar emendas para financiar projetos públicos que beneficiem indiretamente a Zona Franca.

Entre os exemplos citados estão:

Pesquisa científica em universidades e institutos públicos;
Projetos de inovação tecnológica voltados à Indústria 4.0;
Infraestrutura do Distrito Industrial;
Modernização de portos e terminais hidroviários;
Melhorias na logística para transporte de insumos e mercadorias.
Esses investimentos podem ser executados por instituições como UFAM, UEA, IFAM e Inpa, fortalecendo o ambiente de inovação no Amazonas.

O que Plínio Valério já declarou sobre a Zona Franca
Em março de 2025, durante um evento promovido pela Fecomércio Amazonas, Plínio Valério afirmou que não acompanhava diretamente as discussões sobre a Zona Franca de Manaus.

Na ocasião, declarou:

“Não entendo nada de Zona Franca.”

Segundo o senador, o acompanhamento do tema era feito por integrantes de sua equipe técnica.

Apesar disso, em discursos no Senado, Plínio também já defendeu a importância do modelo para a preservação ambiental, afirmando que a geração de empregos ajuda a manter a floresta em pé.

Houve algum investimento relacionado à pesquisa
O levantamento aponta apenas um repasse de R$ 1,6 milhão para a Embrapa Amazônia Ocidental, destinado ao fortalecimento do setor primário. Segundo os autores do levantamento, o recurso não teve foco em pesquisa tecnológica voltada ao desenvolvimento do Polo Industrial de Manaus.

 

Fonte: AM POST

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