Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, tio materno de Suzane von Richthofen, encontrado morto, nesta sexta-feira (9/1), em sua casa, na Vila Congonhas, na zona sul de São Paulo, foi tutor de Andreas, caçula da família.
O médico teve papel central na vida de Andreas, após o assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen, ocorrido em outuro de 2002. Ele foi designado tutor do sobrinho e ficou responsável pela administração dos bens do jovem até que ele completasse 18 anos.
Em 2017, Miguel Abdalla saiu em defesa de Andreas após um episódio de surto que foi parar nos noticiários. Então com 29 anos, Andreas foi encontrado pela polícia com as roupas rasgadas e tentando pular um muro em São Paulo.
Segundo a apuração do Metrópoles, a polícia foi acionada após um vizinho do homem usar uma escada para subir o muro e avistar o corpo de Abdalla.
A Polícia Militar (PM) informou que a causa da morte foi natural. Além disso, não havia sinais de arrombamento na porta.
O homem não dava sinais há dois dias. O caso foi registrado pela Polícia Civil no 27º Distrito Policial (Moema).
O médico Miguel Abdalla era tutor de Andreas, irmão de Suzane, e ex-inventariante dos bens de Marísia e Manfred Richthofen, assassinados em 2002 pelos irmãos Cravinhos, a mando da própria filha.
Em julho de 2005, após completar 18 anos, Andreas assumiu o lugar de Abdalla como inventariante, após Suzane solicitar o afastamento dele. No processo, ela alegou que o tio estava sonegando bens do espólio.
Em 2006, Abdalla acionou a Justiça para dizer que Suzane foi vista “rondando” a casa onde ele vivia com a mãe e Andreas. A informação levou a um pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Relembre o crime
O casal Manfred e Marísia von Richthofen foi assassinado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, então namorado de Suzane e seu cunhado, respectivamente. De acordo com as investigações, o crime foi motivado por conflitos familiares e pelo interesse no patrimônio da família, que Suzane pretendia dividir com os executores. Todos os envolvidos foram condenados pela Justiça.
Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado.
METRÓPOLES*