Os municípios de Maués e Tefé decretaram situação de emergência em razão dos impactos da estiagem de 2026. Os atos, publicados esta semana, apontam redução dos níveis dos rios, dificuldades de acesso às comunidades e prejuízos provocados pela falta de chuvas. Em ambos os casos, os municípios classificaram o desastre como de Nível II, conforme os critérios da Defesa Civil.
Em Maués, o Decreto nº 101, de 21 de setembro de 2026, abrange a sede do município e comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas localizadas nas áreas de influência dos rios Maués-Açu, Andirá, Marau, Parauari, Urupadi e Amanã, além de lagos, paranás, igarapés e outros afluentes. Segundo o documento, a redução progressiva dos níveis dos cursos d’água tem afetado a população e ampliado a dependência do transporte fluvial para o acesso às comunidades.
O decreto de Maués afirma que os danos e prejuízos foram levantados por secretarias municipais de Obras, Transporte e Serviços Públicos, Assistência Social, Fomento, Produção e Abastecimento, Educação e Meio Ambiente e consolidados em parecer técnico da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil. O município aponta que a extensão territorial e a dependência do transporte pelos rios fizeram com que os efeitos da estiagem ultrapassassem a capacidade de resposta exclusivamente municipal.