MPF ABRE INVESTIGAÇÃO SOBRE POSSÍVEL ATUAÇÃO DE GRUPOS ARMADOS ESTRANGEIROS NO AM

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar a presença e a atuação de grupos armados estrangeiros em áreas indígenas da região do Alto Tiquié e Baixo Uaupés, no Amazonas.

 

A medida consta em portaria assinada pelo procurador da República Eduardo Jesus Sanches, da Procuradoria da República no Estado do Amazonas.A investigação foi aberta após denúncia encaminhada pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), que relatou episódios de violência e ameaças contra comunidades da região.Segundo o documento, os relatos indicam a circulação de grupos armados supostamente formados por guerrilheiros de origem estrangeira, especificamente colombiana.Os fatos relatados teriam ocorrido principalmente nas localidades de Rio Castanho, Comunidade São Felipe, Morro do Beija-Flor, Cachoeira Comprida e na região da Comunidade Cunuri, todas situadas na área do Alto Tiquié e Baixo Uaupés, em São Gabriel da Cachoeira.Ameaças e invasão de roçasDe acordo com a portaria, a denúncia aponta possíveis violações de direitos humanos e territoriais, entre elas invasão de roças de subsistência indígena, ameaças com armas de fogo, coação e intimidação de moradores, além de restrições ao acesso e ao trabalho agrícola.

O documento também cita como situação de maior gravidade a suposta retenção de uma liderança indígena da Comunidade Cunuri, que teria sido mantida como guia pelos grupos mencionados na denúncia.

Diante dos relatos, o MPF considerou necessária uma investigação para apurar a incursão e a permanência desses grupos na região e verificar possíveis violações aos direitos territoriais das comunidades.

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