Ação integrada de fiscalização deve durar nos próximos meses no Amazonas — Foto: Divulgação
Uma operação ambiental integrada resgatou 176 quelônios e ovos mantidos em cativeiro ilegal no Rio Cuniuá, afluente do Rio Purus, no interior do Amazonas. A ação, realizada durante a madrugada, resultou na interceptação de duas embarcações e gerou um prejuízo de mais de R$ 2 milhões em multas aos infratores.
A ação faz parte da Operação Gaspar, iniciada no final de julho na calha do Purus, reunindo fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e policiais militares.
Além dos quelônios, os agentes encontraram 236 ovos de tartarugas e tracajás em praias da região para garantir o ciclo de eclosão que foram reenterrados. A ofensiva também apreendeu 120 kg de pirarucu e redes de malha utilizadas para a captura ilegal dos animais.
Segundo a fiscalização, as abordagens ocorreram em pontos estratégicos do rio, próximos a limites com áreas protegidas.
“Hoje fizemos algumas abordagens, algumas apreensões. E aqui nós estamos nas conexões com as terras indígenas, com a Terra Indígena Deni, com a Terra Indígena Suruwaha e uma terra também que está em processo de demarcação”, explicou o servidor da Funai, Edilson Ramalho.
O foco da operação é coibir a caça e a pesca predatórias que ameaçam a fauna amazônica e impactam diretamente o modo de vida das populações tradicionais.
“O nosso objetivo aqui é tentar preservar o meio ambiente, esse trabalho em conjunto, em parceria, e beneficiar realmente os moradores tradicionais, que são os povos indígenas aqui do Rio Purus”, ressaltou Walmir Nogueira, servidor do Ibama.
As duas embarcações e todo o apetrecho recolhidos foram apreendidos. A Operação Gaspar atua na calha do Rio Purus de forma contínua e não tem data para terminar.
G1 AMAZONAS*