Atos contra o governo iraniano ganharam força nesta quinta-feira (8) na cidade de Mashhad e avançaram para outras regiões do país. O que começou como uma mobilização motivada por dificuldades econômicas passou a assumir um tom político, com críticas diretas à liderança nacional.
A crise econômica tem pesado no quotidiano da população. A moeda local sofreu forte desvalorização no último ano, enquanto a inflação atingiu níveis elevados, agravando o custo de vida. Com o avanço das manifestações, imagens divulgadas nas redes sociais mostraram cenas de confrontos, incêndios em veículos e danos a prédios públicos.
Em resposta à escalada dos protestos, as autoridades determinaram o bloqueio quase total do acesso à internet nesta sexta-feira (9), medida que isolou o país do exterior e dificultou a circulação de informações.
Em pronunciamento oficial transmitido pela televisão estatal, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, rejeitou qualquer possibilidade de recuo e atribuiu os distúrbios à atuação de grupos opositores no exterior, com apoio dos Estados Unidos. Paralelamente, entidades internacionais de direitos humanos relataram ações violentas das forças de segurança, incluindo disparos contra manifestantes em algumas regiões do país.
O cenário mantém o Irã em estado de tensão, enquanto a comunidade internacional acompanha com atenção o desdobramento dos acontecimentos.
*Fonte: Portal Tucumã