A seca que avança no Amazonas levou Jutaí e Presidente Figueiredo a decretarem situação de emergência. Os dois municípios apontam redução dos níveis dos rios, dificuldades de acesso às comunidades, prejuízos às atividades produtivas e impactos sobre serviços públicos. Os novos decretos, publicados nesta quinta-feira (24/09) ampliam a lista de municípios amazonenses que enfrentam os efeitos da seca.
Até a quarta-feira (23), a Defesa Civil estadual contabilizava mais de 15 cidades em situação de emergência por causa da estiagem.
Emergência em saúde
Em Jutaí, o Decreto nº 029/2026 reconhece uma emergência específica na área da saúde, em razão dos impactos da estiagem e da seca, agravados pelo fenômeno El Niño e acompanhados por ondas de calor. A medida é complementar a um decreto anterior, de 10 de setembro, que já havia reconhecido situação de emergência no município por causa da estiagem.
O documento aponta que a redução dos níveis dos rios Solimões, Jutaí, Riozinho, Copatana e Içapó comprometeu o transporte fluvial e deixou comunidades rurais e ribeirinhas isoladas.
A falta ou piora da qualidade da água também é apontada como um dos problemas. Segundo o decreto, o cenário provocou aumento de casos de doenças transmitidas por água e alimentos, como diarreias, além de parasitoses, pressionando os serviços de atenção básica e de urgência e emergência.
O município também relaciona a crise à ocorrência de queimadas e incêndios florestais. A fumaça e a concentração de material particulado teriam contribuído para o aumento da procura por atendimento devido a problemas respiratórios, desidratação e agravamento de doenças crônicas.