Relatos apontam que descarte irregular de resíduos segue ocorrendo em área de várzea do município mesmo após denúncia encaminhada ao Ministério Público
Dez meses após uma denúncia ambiental ter sido encaminhada a órgãos de controle, o descarte irregular de lixo em uma área alagada do município de Anamã, no interior do Amazonas, continua sendo relatado por moradores da região. Segundo as denúncias, embarcações da coleta municipal seguem despejando resíduos em uma área de várzea próxima à cidade e até mesmo no meio do Rio Solimões.
A prática ocorre em um terreno que se alaga periodicamente durante o período de cheia dos rios amazônicos. Nessas condições, parte do lixo enterrado acaba reaparecendo quando o nível das águas sobe, podendo ser levado para igarapés e outras áreas utilizadas pela população local.
Moradores afirmam que o problema se repete há meses e que, durante o período de cheia, os resíduos voltam à superfície e se espalham pela água. A situação tem gerado preocupação entre comunidades ribeirinhas que dependem diretamente da pesca e dos recursos naturais da região para sua subsistência.
A denúncia sobre o caso foi encaminhada ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), que tem competência para apurar possíveis irregularidades ambientais. Até o momento, não houve divulgação pública sobre eventuais providências ou sobre o andamento das apurações.
De acordo com a legislação brasileira, o descarte irregular de resíduos e intervenções em áreas ambientalmente sensíveis podem configurar infrações previstas na Lei nº 9.605, de 1998, que trata dos crimes contra o meio ambiente.