FATORES SOCIAIS E ESTRUTURAIS EMPURRAM MULHERES PARA CESARIANAS

O que leva tantas gestantes brasileiras a terem seus filhos por cesariana ao invés do parto normal? De acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), não é uma escolha individual isolada, mas uma consequência de fatores psicológicos, sociais e estruturais.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que até 15% dos nascimentos ocorram via cesariana, cirurgia que salva vidas em situações de emergência, mas também traz riscos por se tratar de um procedimento extenso e complexo. Mas, no Brasil, a proporção de cesarianas passa de 60%, se aproximando de 90% na rede privada de saúde, de acordo com dados oficiais. Isso coloca o nosso país entre os três com a maiores taxas de cesária do mundo.

 

O estudo partiu de uma pesquisa divulgada em 2014 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), segundo a qual sete em cada dez gestantes do país desejavam ter um parto normal no começo da gravidez. O objetivo foi entender o que acontece durante a gestação ou parto para que boa parte dessas pessoas acabem passando por uma cesárea.

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