O Irã teve como alvo sete países da região entre o final de quinta-feira (16) e o início desta sexta-feira (17), reivindicando pela primeira vez um ataque a uma base dos EUA na Síria, bem como a estações de radar em Omã.
Teerã afirmou ter atacado também bases americanas no Kuwait e no Bahrein. Explosões também foram ouvidas em Doha, capital do Catar, onde o Ministério do Interior informou que uma criança ficou ferida por estilhaços.
Os anúncios do IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica) sugerem uma expansão dos ataques de retaliação após uma semana de ofensivas dos EUA.
Um acordo provisório para encerrar a guerra entrou em colapso em 7 de julho, quando o Irã atacou navios no Estreito de Ormuz e os Estados Unidos responderam com ataques aéreos.
Embora ambos os lados venham trocando ataques diariamente, até agora eles evitaram uma escalada que ultrapassasse os parâmetros estabelecidos no início do conflito, quando a infraestrutura civil e os principais alvos econômicos eram, em grande parte, considerados fora dos limites devido à ameaça de retaliação.
O Irã declarou que atacaria infraestruturas civis em todo o Oriente Médio caso Trump concretizasse as ameaças de atacar a infraestrutura iraniana.
O país também sinalizou que poderia incitar seus aliados Houthis no Iêmen a fechar outro estreito estratégico: o de Bab el-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho, o que poderia agravar a crise energética global ao bloquear mais uma rota de escoamento do petróleo do Oriente Médio.