MP-AM REFORÇA ATUAÇÃO NO INTERIOR COM POSSE DE CINCO NOVOS PROMOTORES DE JUSTIÇA

Notícias do Amazonas  – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) empossou, nesta sexta-feira (31), cinco novos promotores de Justiça substitutos que irão fortalecer a atuação da instituição em municípios do interior do estado.

Os novos membros foram designados para as seguintes comarcas:

Uarini – Gabriela Ferreira Alves da Silva;
Ipixuna – Vinicius Freires da Silva;
Canutama – Camyle Cavalcanti Leitão;
Jutaí – Fabi Diniz de Queiroz Pilate;
Tonantins – Lina Cardoso Fernandes.
Segundo o MPAM, a chegada dos novos promotores amplia a capacidade de atendimento à população e fortalece a fiscalização das políticas públicas nas regiões mais distantes do Amazonas.

Por que a posse entrou para a história do Ministério Público
A cerimônia marcou um momento inédito no Ministério Público brasileiro com a posse de Fabi Diniz de Queiroz Pilate, primeira mulher trans aprovada em concurso público a ingressar na carreira de promotora de Justiça no país. Durante o discurso, Fabi afirmou que a conquista representa mais do que uma realização pessoal e simboliza o avanço da igualdade de oportunidades no serviço público.

“Essa posse demonstra que o serviço público pode refletir a pluralidade da sociedade à qual temos o dever de servir”, declarou.

A procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, destacou que a trajetória da nova promotora reforça o compromisso institucional com a diversidade, a inclusão e a proteção da dignidade humana.

Como os novos promotores vão atuar no interior do Amazonas
Os promotores substitutos atuarão na defesa dos direitos da população e no acompanhamento de áreas estratégicas para os municípios do interior.

Entre as principais atribuições estão:

fiscalização das políticas públicas;
proteção do patrimônio público;
defesa do meio ambiente;
atuação em favor da infância e juventude;
proteção dos direitos de grupos vulneráveis.
A procuradora-geral ressaltou que os novos membros passam a integrar um Ministério Público que investe em tecnologia, inovação e modernização para oferecer respostas mais rápidas à sociedade.

O que disseram as autoridades durante a posse
Representando os novos integrantes, a promotora Gabriela Ferreira Alves da Silva afirmou que o compromisso da carreira é garantir a defesa dos direitos fundamentais da população. Ela destacou que atuar na Amazônia exige sensibilidade diante das dificuldades geográficas e sociais enfrentadas pelas comunidades do interior.

O presidente da Associação Amazonense do Ministério Público (AAMP), Kepler Antony Filho, incentivou os novos promotores a exercerem uma atuação resolutiva e transformadora.

Já o vice-governador Serafim Corrêa ressaltou que o trabalho nas cidades do interior exigirá compromisso com a redução das desigualdades e com o fortalecimento da presença do Estado nas regiões mais remotas.

O MPAM fará nova convocação
Sim. Durante a cerimônia, a procuradora-geral informou que o promotor substituto Zacarias Laureano de Souza Neto desistiu da posse horas antes da solenidade por optar em permanecer na carreira da magistratura no Estado do Acre.

Com isso, o próximo candidato aprovado no concurso público será convocado para completar o quadro de novos promotores da instituição.

O que muda para a população do interior
O reforço no quadro de promotores representa maior capacidade de atuação do Ministério Público em municípios que enfrentam desafios logísticos e grandes distâncias entre comunidades.

Na prática, a presença de mais membros do MPAM pode acelerar o acompanhamento de investigações, ampliar a fiscalização de serviços públicos e fortalecer a defesa dos direitos da população em áreas como saúde, educação, meio ambiente, infância e combate à improbidade administrativa.

Levar promotores para comarcas do interior é um dos principais desafios institucionais no Amazonas, onde muitas cidades só são acessíveis por via fluvial ou aérea. A ampliação do quadro de membros busca reduzir essa desigualdade de acesso à Justiça e aproximar o Ministério Público das comunidades mais distantes, garantindo maior presença do Estado em regiões estratégicas da Amazônia.

 

Fonte: AM POST

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