A Justiça do Amazonas converteu em prisão preventiva a detenção de Reulist Valente Miranda, de 24 anos, investigado pela morte do próprio filho, Raelyson da Silva, de 6 anos, ocorrida no último fim de semana, em Itapiranga, no interior do estado. A decisão atendeu aos pedidos da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e do Ministério Público do Amazonas (MPAM), e o suspeito será transferido para uma unidade prisional de outro município, onde permanecerá à disposição da Justiça
Segundo a Polícia Civil, durante a audiência de custódia realizada no domingo (19/7), o investigado demonstrou forte emoção ao ser informado, pela primeira vez, de que o filho havia morrido. Conforme o delegado Aldiney Nogueira, responsável pelo caso, até então ele acreditava que a criança permanecia internada recebendo atendimento médico.
“A revelação desse desfecho provocou reação de desespero e crises de choro no indiciado somente durante a audiência de custódia. Até então, ele supunha que a criança permanecia no hospital de Itapiranga em razão da perfuração. Ele não teve permissão para receber visitas no período de custódia e, no instante da prisão em flagrante na sua casa, apresentava alteração por consumo de bebidas alcoólicas e possíveis substâncias entorpecentes, conforme atestado pericial, quadro que o impediu de assimilar a gravidade do ato no primeiro momento”, explicou o delegado.
De acordo com Aldiney Nogueira, o Judiciário considerou a gravidade do crime, a idade da vítima e as circunstâncias do caso para decretar a prisão preventiva. O delegado afirmou que a manutenção da prisão também buscou preservar a ordem pública.
“Entendemos que a gravidade dos fatos justificava a prisão preventiva, inclusive para evitar possíveis reações e tumultos na cidade. O Ministério Público acompanhou esse entendimento e a Justiça acolheu os pedidos apresentados”, explicou.